NOVO SITE

ATENÇÃO: os dados disponíveis neste blog estão desatualizados. Para acompanhar as atividades do Diretório Acadêmico Silva Mello/UFJF, entre no nosso novo site: www.dasm.med.br . Para obter mais informações a respeito do VIII COMA, entre em www.dasm.med.br/coma

domingo, 19 de dezembro de 2010

Os alunos não podem pagar sozinhos o ônus da adequação curricular.


No dia 3 de dezembro de 2010, foi realizada, no afiteatro B do ICB, uma Assembleia Geral dos estudantes de Medicina. O objetivo era reunir os acadêmicos para esclarecimento e discussão a respeito do processo de Adequação Curricular. Em tal processo, o período de estágio passará de um ano e meio para dois anos, com a dissolução do atual nono período nos quinto, sexto, sétimo e oitavo períodos. Tal medida foi proposta como adequação às exigências do MEC. Em Julho de 2007 o Conselho Nacional de Educação ( órgão do MEC ) definiu carga horária mínima de 7.200h para as escolas de Medicina. E em 2008, a nova Lei dos Estágios proibiu a existência de estágios com mais de 40 horas semanais. Tais medidas causaram um déficit de 180 horas em nosso curso de graduação, visto que o estágio era cursado em 44 horas por semana. Para que a instituição se adaptasse a tais diretrizes, foi proposto o internato de 2 anos, pois conseguiria um aumento de 410 horas para o curso, além de ser uma mudança que já está ocorrendo nas maioria das Faculdades de Medicina.

Na Assembleia foram discutidas questões que permeiam este assunto e levantados possíveis problemas do processo, em busca de soluções concretas por uma formação médica de qualidade. Após uma introdução explicativa, feita pelos professores José Carlos Teixeira (idealizador da adequação curricular) e Marcos Alfredo Pimentel (coordenador do estágio), o diretório acadêmico propôs a discussão de grandes temas.

Como resolver o problema das aulas teóricas com 160 alunos e práticas de 40? Quais as medidas concretas para evitar o internato superlotado (duas turmas disputando o mesmo cenário)? E quanto aos alunos reprovados que correm o risco de perder a turma, em vista da grade pouco flexível (poucos horários livres para cursar as matérias pendentes)?

Por fim, os alunos propuseram que seja feita uma reforma real (e não somente uma adequação da grade), com redução do ciclo básico e preservação do clínico.
Os integrantes da mesa se comprometeram a manter a qualidade das aulas e não medir esforços para evitar turmas superlotadas. O coordenador do curso, Dr. Célio Chagas, afirmou que os alunos reprovados e desperiodizados receberão uma atenção especial nesse período de transição. O diretor da faculdade, Dr. Júlio Chebli, comprometeu-se, perante os alunos, a realizar uma reforma real, envolvendo o básico, clínico e estágio. Também surgiu a proposta da criação de fóruns com pauta aberta permanente, em que participará a direção, coordenação, corpo docente e corpo discente, com o objetivo de envolver a todos no processo e tornar as mudanças o menos traumáticas possíveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário